William Oliveira

Carreira em programação, JavaScript, Nodejs, Performance Web, Git, GitHub, Linux, Open Source, mas também coisas realmente importantes como inclusão e diversidade - Vim da periferia pro mundo

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Mito ou pato, o que é ser desenvolvedor(a) fullstack?

Uma aplicação web é composta por camadas. Temos frontend, backend e servidores.

A camada do frontend é a aplicação que roda no navegador ou o aplicativo no celular, onde estamos agora visualizando informações, lendo conteúdo na internet, acessando dados em nossos aplicativos.

O backend, que é outra aplicação que garante a segurança dos nossos dados e disponibilidade da aplicação frontend armazenando dados no banco de dados e fazendo papel de mediação dessa informação e recursos para diferentes fronts.

O server é a parte de infraestrutura, que garante que nosso sistema sempre estará no ar, além de buscar gastar menos dinheiro em recursos computacionais e a segurança contra ataques.

Claro que essas definições são bem simplista e estou falando por cima, pois a definição do que cada camada faz já foi feita em um outro artigo, “A diferença entre frontend, backend e mobile”.

Visando produtividade e qualidade de software, entregas e afins, as empresas optam por contratar especialistas em infra, backend ou frontend para desenvolvimento dos seus produtos. Porém ainda existe outra profissão, a profissão fullstack.

Mas temos ainda um misticismo em cima dessa profissão, como se quem trabalha como fullstack dominasse muito mais sobre programação do que outros profissionais, e o preconceito, onde algumas pessoas dizem que fullstack é alguém que sabe de tudo um pouco, mas não faz nada bem feito.

Seria a pessoa fullstack um mito, um pato ou só mais uma pessoa desenvolvedora de software?

Vamos pensar sobre esse assunto.

Mito ou pato, o que é ser desenvolvedor(a) fullstack?

Visando responder essa pergunta eu fiz um vídeo para o meu canal comentando o que realmente é uma pessoa desenvolvedora fullstack. Confere aí!

No vídeo eu comento sobre a pessoa ser especialista em algo, mas com habilidade de se envolver em qualquer outra camada da produção do produto.

Esse modelo de habilidades é chamado de t-shaped skills e é bem estimulado pela Valve, a produtora de games, assim como outras grandes empresas da indústria de produtos digitais, como Google, Microsoft e demais gigantes da tecnologia.

Isso não significa que ser fullstack seja uma tendência e que todo mundo deva se mover para isso. Empresas muito maneiras também contratam especialistas e estão criando coisas incríveis assim, como Facebook, que criou o Reactjs, Netflix, que possui muito conteúdo direcionado as camadas de frontend e infra. Devemos analisar o nosso contexto e daí sim tomar uma decisão.

Conclusão

O mais importante é entendermos que não, uma pessoa desenvolvedora fullstack não é um pato. Ela consegue trabalhar em qualquer camada da stack do produto, assim como ser especialista em alguma dessas camadas.

Ela também não é um mito, pois não é especialista em todas as camadas e nem melhor do que qualquer outra pessoa desenvolvedora por conseguir criar um produto completo sem “depender” de outras especialidades.

No final das contas é tudo programação, mas cada pessoa escolheu trabalhar e conhecer algo diferente, pois é o que faz sentido para ela.

No artigo “Criando nosso plano de carreira e assumindo o controle do nosso futuro profissional” podemos conhecer mais modelos e entender melhor o que é o t-shaped, além de analisar se é isso que queremos/faz sentido para a nossa carreira.

Se você está se envolvendo com a área de programação agora e já decidiu se tornar fullstack, confere também este outro artigo “Os caminhos da Engenharia de Software: o que estudar”.

Espalhe a palavra!

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